Origem da mitocôndria

Origem da mitocôndria

As mitocôndrias, organelas celulares responsáveis pela respiração celular, teriam surgido há cerca de 2,5 bilhões de anos a partir de bactérias aeróbias, ou seja, que necessitam de oxigênio para o processo de respiração celular. Essas bactérias teriam sido fagocitadas e, por não terem sido digeridas, preservaram-se em endossimbiose com a célula hospedeira.

Essa teoria, que é a mais aceita atualmente, é denominada de endossimbiótica e também busca explicar a origem dos cloroplastos. Na endossimbiose, um organismo menor (simbionte) vive dentro de outro maior (hospedeiro) em uma relação íntima e benéfica. Nesse caso, o organismo maior – que deveria ser anaeróbio, ou seja, não utilizava o oxigênio no processo de obtenção de energia –, ao englobar o menor, que era aeróbio, conseguiu retirar mais energia do alimento. O organismo menor também foi favorecido, pois obteve abrigo, proteção e alimento. Dessa forma, a bactéria englobada perdeu a capacidade de viver de forma independente e tornou-se parte permanente da célula hospedeira, que, por outro lado, passou a necessitar da presença dessa bactéria para a produção de energia. Teria surgido, assim, a mitocôndria.

Evidências da endossimbiose no surgimento das mitocôndrias:

  • Apresentam duas membranas;
  • A membrana interna possui características morfológicas e químicas semelhantes às das membranas das bactérias;
  • Apresentam tamanho semelhante ao de muitas bactérias;
  • Apresentam ribossomos e DNA próprios. Esse último possui formato circular;
  • Possuem capacidade de autoduplicação.

 

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